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Queimados

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Saímos de Serra Sede em direção ao distrito de São José do Queimado. Percorremos a estrada, que está em ótimo estado, e depois fizemos um curto e agradável percurso a pé até às ruinas.  A bonita paisagem, a presença de ciclistas que curtem fazer trilhas e o som do trem da ferrovia Estrada de Ferro Vitória Minas ­EFVM deixaram a nossa caminhada bastante interessante, conseguimos aguentar bem os pernilongos. Assim, é bom passar repelente antes, caso queira se aventurar e usufruir dos encantos do local.

São José do Queimado foi palco da Insurreição de Queimado e é considerado sítio histórico e cultural, abrigando as ruínas da Igreja de São José do Queimado, que data do séc. XIX, e vestígios de um cemitério.  Todo o conjunto foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1993.

A Igreja de São José do Queimado, construída em 1849, ícone da Insurreição de Queimado, é considerada um marco na história da escravidão no Brasil. Segundo relatos históricos, Frei Gregório José de Maria Bene prometeu alforria aos escravos que trabalhassem na construção da igreja. Contudo ela ficou pronta e a promessa não foi cumprida. Em resposta cerca de 300 escravos, que participaram da construção, liderados por Eliziário, Chico Prego e João Monteiro realizaram, no dia 19 de março de 1849, a Insurreição de Queimado, considerada a maior revolta dos negros escravizados e o maior símbolo da resistência do africano à escravatura no Estado do Espírito Santo.

Ainda segundo relatos históricos, tropas de todo o país foram enviadas para conter os escravos que durante cinco dias percorreram as fazendas próximas, obrigando alguns donos de escravos a conceder-lhes alforria. Com a ajuda das tropas os rebeldes foram presos e julgados. Um dos líderes, Chico Prego foi capturado e enforcado em 11 de janeiro de 1850 e, atualmente, dá nome à Lei de Incentivo Cultural do Município.

 

 

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