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A Congruência, as emoções e nossas representações internas

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É certo que registramos em nossa mente a representação que fazemos da realidade e não a realidade fática em si.

Um exemplo real disso é quando experimentamos um prato de comida. Se registrássemos em nossa mente a realidade em si, apenas afirmaríamos que nos alimentamos, e mesmo assim despertará a saciedade, ou seja, uma sensação. No entanto, ao experimentar, passamos a despertar em nós uma representação interna sobre o fato.

A comida ativa os nossos cinco sentidos, a nossa visão, audição e cinestesia (toques, gustação e olfatia), nos levando a criar uma representação através deles, ativando memórias, sejam elas visuais, auditivas ou cinestésicas (com sensações), e por consequência, as emoções advindas dessas memórias.

Mas é importante ressaltar que o modo de preparo auxilia diretamente nas emoções a serem realçadas nas pessoas que experimentam o prato. Ou seja, não se trata de se fazer de qualquer forma alguma coisa, mas sim de se ter um objetivo a ser alcançado e assim elaborar a estratégia de preparo.

Nesse caso falamos das estratégias, sejam elas manuais ou emocionais para que algo seja feito com congruência e por consequência atinja o resultado esperado.

Um Chef de Cozinha não espera somente que o prato seja gostoso, mas que seja maravilhoso, despertando as sensações mais prazerosas para as pessoas que degustam o seu prato. Mas para isso é necessário um preparo emocional para a criação, uma preparação para gerar congruência do prato, com o resultado que se almeja alcançar.

Poderíamos destacar as Emoções e as Representações Internas através dessa metáfora, do Chef e o Despertar de Emoções.

No entanto, o que mais se ressalta aqui, é a preparação emocional para se fazer qualquer coisa. A preparação emocional para que possamos alcançar os nossos objetivos, e por consequência formar a nossa representação e alimentando, portanto, nossa visão e a nossa missão, ou seja, o modo pelo qual irei contribuir para o mundo através da minha atividade.

Assim, para alinharmos a nossa representação de mundo com as nossas emoções, caberá a nós respondermos a nós mesmo, o objetivo pelo qual eu acordo todos os dias para fazer o que faço, reconhecendo, claro, o que se faz.

Só assim, a congruência será real e seu objetivo poderá ser alcançado da maneira proposta e sua missão realizada para uma visão de mundo cada vez mais próxima.

Nos termos da metáfora, será ela através da comida?

O que quero que as pessoas sintam ao degustar o meu prato?

Será ela através do que escolhi fazer hoje?

O que faço hoje para contribuir para esse mundo que visualizo?

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